Moyseis Marques, começou sua carreira artística em meados dos anos 90, tocando clássicos da MPB em bares da Tijuca, Rio de Janeiro. Neste ano lançou o CD voz e violão “Casual Solo”, gravado na Califórnia (Estados Unidos) com a participação de músicos norte-americanos, no qual incluiu 12 músicas. O seu álbum reuni músicos aparentemente distantes, tais como Luiz Carlos da Vila, Jards Macalé, Toninho Horta e Bob Marley, todos reunidos no álbum Casual Solo, o 4º álbum de Moyses Marques, que após três discos com banda, lança agora esse que é apenas voz e violão. Liliane Reis durante o programa conversa com ele tanto sobre o seu último álbum e quanto a sua trajetória artística.
Nos anos noventa suas meninas supercoloridas começaram a ser grafitadas nos muros da cidade de São Paulo. Naquela época, como agora, elas chamavam atenção pelos grandes olhos de espanto ou curiosos diante do mundo em transformação. Muita coisa mudou nesses vinte anos e, hoje, suas meninas ajudam a contar a história do grafite no Brasil. A história que nasceu nas ruas, chegou às galerias de arte e virou atração turística na Escócia, foi também contada no livro “Nina”, que por meio de textos e fotos conta sua história pessoal e a trajetória profissional.
Quem também marca presença no programa é o cineasta e escritor Marcus Faustini. Inventor da Agência de Redes para Juventude e de tantos outros projetos. É um artista multifacetado, tocado pelo sensível. Criador de uma metodologia baseada na arte como expressão social. Filho de migrantes nordestinos, ele cresceu entre a Baixada Fluminense e a comunidade do Cesarão, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Esta vivência está refletida no seu teatro, nos seus documentários e, também, na literatura, onde registra e discute as mudanças tecnológicas do início deste século e os conflitos que provocam. Para ele a arte é uma ferramenta poderosa e exige muita sensibilidade quando usada em função dos sonhos e das ações populares. Isto fica muito claro no seu livro “Guia afetivo da periferia” recém-lançado. Em cento e oitenta e oito páginas ele visita os territórios populares e afirma que as ruas devem ser espaços de encontro, não de medo. Liliane reis conversa hoje com o Marcus Vinícius Faustini.
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