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Novos desafios da educação no Brasil são pauta do Caminhos da Reportagem (18/10)

Programa investiga como alunos e educadores lidam com a pandemia

“Sinto falta do contato, do cheiro, do abraço.” A afirmação da professora Jackelyne Morais abre o episódio inédito do Caminhos da Reportagem que a TV Brasil exibe às 20h de domingo, dia 18. O programa mostra como os professores conseguiram se reinventar em tão pouco tempo e se empenharam para que os alunos não perdessem o ano letivo. 

Por conta da pandemia do novo coronavírus, a sala de aula foi subitamente substituída pelas telas do computador. Professores se viram diante de um desafio inédito: o fechamento das escolas públicas e particulares, que afetou 44 milhões de crianças e adolescentes brasileiros. As atividades escolares, no entanto, não cessaram por causa do fechamento. 

Um levantamento da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), mostrou que 96% das redes municipais ofereceram atividades não-presenciais, on-line e off-line. Professora há quase 30 anos, Gina Vieira destaca “a força e a coragem dos docentes que assumiram, com muita coragem, num momento histórico, o seu papel de continuar vinculados aos estudantes, ainda que à distância.”

Para a professora Valéria Barbosa, que dá aulas para o quinto ano em uma escola do Distrito Federal, dar aulas virtuais “gerou muita angústia, muita aflição”. Porém, com o passar dos meses e o aumento da intimidade com a tecnologia, ela conseguiu se adaptar e comemora o envolvimento e a evolução de alguns alunos. 

Mesmo com exemplos positivos, a pandemia revelou uma faceta da desigualdade social: nem todos os estudantes têm acesso à internet para a realização das atividades. 

Semanalmente, a professora Valéria envia tarefas impressas para que ninguém fique sem estudar. Ainda assim, segundo o Unicef, 9% dos estudantes no Brasil estão sem qualquer atividade escolar durante esse período. “Nosso objetivo é não perder esse aluno, que ele não saia da escola porque está longe”, torce o professor de biologia do Rio de Janeiro, Félix Hermínio.

Impacto emocional

O cenário de pandemia, somado à preocupação com os alunos e à adaptação aos formatos digitais, mexeu com as emoções dos docentes. Pesquisas apontam que os principais sentimentos dos educadores durante a pandemia foram a ansiedade, cansaço, sobrecarga e estresse. Dos professores entrevistados pela Fundação Carlos Chagas, 65% sentiram a carga de trabalho aumentar durante esses meses. 

“O professor, assim como cada um de nós, está imerso nessa pandemia com os mesmos dramas, as mesmas dificuldades. Ali não é uma máquina, não é um software, não é um aplicativo. O professor é gente”, pondera o presidente da Undime, Luiz Miguel Garcia.

“A gente não pode desistir”, afirma Jackelyne Morais. “Porque o tempo da criança é aquele, ela só vai ter oito anos uma vez, ela só vai passar por aquela etapa uma vez”, complementa. 

Serviço
Caminhos da Reportagem
INÉDITO
Domingo, 18 de outubro, às 20h, na TV Brasil.
(Reprise na madrugada de domingo para segunda, às 2h30).

Gerência de Comunicação
Empresa Brasil de Comunicação - EBC
Contato: imprensa@ebc.com.br

Criado em 17/10/2020 - 10:45 e atualizado em 17/10/2020 - 10:45

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