Condições sanitárias precárias, combinadas com a presença de ratos aumentam os casos de leptospirose: doença infecciosa transmitida pelo contato ou ingestão de água contaminada pela urina dos roedores infectados com a bactéria Leptospira. A infecção ocorre a partir de lesões na pele depois da imersão por longos períodos em água contaminada ou por meio de mucosas. Os ratos são os principais transmissores da leptospirose e as enchentes propiciam a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente, facilitando a ocorrência de surtos.
No Brasil, a leptospirose é uma doença endêmica, ou seja uma doença que está sempre presente em grupos da população, E na época das chuvas o risco de contaminação aumenta muito, principalmente nas capitais e áreas metropolitanas por causa das enchentes, das condições inadequadas de saneamento e a alta infestação de roedores infectados. O intervalo de tempo entre a transmissão da doença e o início dos sinais e sintomas pode variar de um a 30 dias e, normalmente, ocorre entre 7 a 14 dias após a exposição as situações de risco. Em aproximadamente 15% dos pacientes a leptospirose ocorre de maneira grave.
Os principais sintomas da fase precoce são febre, dor de cabeça, dor muscular, falta de apetite, náuseas e vômitos. O diagnóstico específico é feito a partir de exame de sangue. Para os casos leves o atendimento é ambulatorial, com antibiótico. Nos casos graves o paciente precisa ser internado, e o Sistema Único de Saúde oferece todo o suporte.
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