A defesa do ex-deputado federal Daniel Silveira tem até amanhã para entregar à Justiça uma pistola automática registrada no nome dele. A determinação é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A confirmação do registro da arma marca Taurus, calibre ponto 380, automática, em nome do ex-parlamentar foi feita pelo Ministério do Exército.
Além de constar do banco de dados do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas, a pistola, diz o Exército, integra um cadastro da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro sob a rubrica de "acervo cidadão", ou seja, o item não pertence à corporação, mas sim ao ex-agente, que foi policial militar.
Em abril de 2022, o ex-parlamentar foi condenado pelo Supremo a oito anos e nove meses de prisão em regime inicialmente fechado pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação. Em dezembro do ano passado, ele foi beneficiado com liberdade condicional, mas quatro dias depois voltou ao regime fechado por descumprir as condições estabelecidas, entre elas não retornar para casa depois das dez da noite. Ele também estava proibido de ter ou portar arma de fogo.
Os advogados que defendem Daniel Silveira vão se reunir na tarde desta quinta-feira (16) e prometeram se pronunciar sobre a determinação do Supremo até amanhã.
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