Uma notícia que era aguardada em todo o mundo. O Gabinete de Segurança Israelense aprovou na manhã desta sexta-feira (17/1) o acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas na Faixa de Gaza, pondo fim a um conflito que se arrasta por 15 meses e que causou a morte de 46 mil palestinos e 1.200 israelenses.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu garantiu que a primeira leva de reféns será libertada no domingo (19/1). Familiares dos reféns foram orientados pelo governo israelense a coordenar os preparativos para receber as pessoas que hoje estão sob o poder do Hamas. Segundo o Serviço de Inteligência de Israel, o grupo ainda detém cerca de 98 prisioneiros, mas só metade pode estar viva.
O acordo de cessar-fogo, dividido em três etapas, prevê a liberação de 33 reféns na primeira fase, que deverá durar seis semanas. Mulheres, idosos e crianças terão prioridade. Os remanescentes deverão ser soltos na segunda fase, que terá início em fevereiro. Já a terceira fase do acordo deve englobar a devolução dos corpos das vítimas e o início da reconstrução da Faixa de Gaza.
O Hamas confirmou o acordo, mas pediu que os moradores da Faixa de Gaza não se desloquem até o início oficial da trégua. Desde o anúncio do acordo de cessar-fogo feito pelo Catar e os Estados Unidos na quarta-feira (15/1), mais de 100 pessoas foram mortas em Gaza por ataques israelenses, segundo a defesa civil da região. Entre os mortos estão pelo menos 27 crianças.
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