O presidente americano Donald Trump recebeu uma enxurrada de críticas por associar a política de inclusão e diversidade da administração federal de aviação à colisão entre um avião da American Airlines e um helicóptero do Exército. O acidente, na noite de quarta-feira (29), provocou a morte de 67 pessoas. Investigadores prosseguem nesta sexta-feira (31) a análise das caixas pretas recuperadas.
O Departamento de Transportes americano disse que as comunicações via rádio entre a torre de controle do tráfego aéreo do aeroporto Ronald Reagan e o helicóptero revelaram que a tripulação sabia que o avião se encontrava nas proximidades. Acrescentou que, tanto o helicóptero quanto o avião estavam em padrões de voo normais e que não houve qualquer falha de comunicação. Com o choque, os dois aparelhos caíram no rio Potomac. Até agora foram encontrados 20 corpos e as buscas prosseguem. Os nomes dos passageiros ainda não foram divulgados, mas a lista inclui vários jovens patinadores no gelo e pessoas do Kansas, de onde o voo procedia.
Em entrevista na Casa Branca, o presidente Donald Trump lançou dúvidas infundadas sobre o que teria causado o desastre. Ele disse que a administração federal de aviação contratou "pessoas com deficiências intelectuais e psiquiátricas graves”. Foi além e chamou essas pessoas de "o segmento mais sub-representado da força de trabalho".
Questionado sobre como poderia culpar a diversidade e a inclusão pelo acidente, Trump disse: "porque tenho bom senso". “Queremos pessoas brilhantes para fazer isso”, acrescentou. O presidente usou um palavrão para criticar especificamente Pete Buttigieg, que era secretário de transportes do ex-presidente Joe Biden. Buttigieg respondeu no X, chamando os comentários de desprezíveis.
Já no discurso de posse, Trump prometeu acabar com os programas de inclusão. Assim que assumiu o cargo, Trump agiu rapidamente para anular as iniciativas federais de diversidade, atraindo críticas de grupos de direitos humanos e democratas que o acusam de politizar o desastre.
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