O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (26/2) os dados do Censo de 2022 sobre Educação. A frequência escolar no ensino básico cresceu em praticamente todas as faixas etárias. A formação de nível superior também registrou crescimento, mas a desigualdade no acesso persiste.
Entre 2000 e 2022, muitos brasileiros entraram para a universidade e concluíram o nível superior. O número de estudantes com diploma universitário quase triplicou. Cresceu também a parcela de pretos e pardos formados, mas a desigualdade, na comparação com as pessoas brancas, continua.
A parcela de pessoas brancas com nível superior completo saltou de 9,9%, em 2000, para 25,8%, em 2022. Isso é duas vezes mais do que a proporção de pretos e pardos com nível superior, embora o número de pessoas negras formadas tenha crescido.
A população de pessoas pretas com 25 anos ou mais de idade e nível superior completo no grupo passou de 2,1%, em 2000, para 11,7%, em 2022. Entre os pardos, passou de 2,4%, em 2000, para 12,3%, em 2022. A lei de cotas é apontada como uma das políticas responsáveis por esse crescimento.
Além do nível superior, também houve crescimento na educação básica nesses 22 anos. A frequência escolar aumentou em quase todas as faixas etárias. Por exemplo, no grupo entre zero e três anos de idade, cresceu de 9,4% para 33,9%. Mas os índices nessa faixa ainda estão abaixo da meta do Plano Nacional de Educação. Apenas 646 municípios, entre mais de cinco mil, conseguiram frequência escolar de 50% no grupo de zero a três anos. Políticas como o Bolsa Família são apontadas como chaves para o crescimento.
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