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EUA e Rússia debatem fim de guerra; Ucrânia segue fora da conversa

Repórter Brasil Tarde

No AR em 18/02/2025 - 19:00

Autoridades dos Estados Unidos e da Rússia estão reunidas na Arábia Saudita para tratar sobre a guerra na Ucrânia. O encontro marca a primeira discussão oficial entre os dois países sobre um acordo para o fim do conflito, prestes a completar três anos.

A reunião ocorre a menos de uma semana após os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, falarem pelo telefone e concordarem em iniciar as negociações pelo fim do conflito. As tratativas, no entanto, ocorrem sem a presença de um representante da Ucrânia e, por isso, são invalidadas pelo presidente Volodymyr Zelensky e por líderes da Europa.

Durante o encontro, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, reafirmou a posição do governo russo contra a promessa de adesão da Ucrânia à Otan, mas disse que só a recusa em aceitar Kiev na Otan não é suficiente e destacou que a aliança militar deve repudiar as promessas de Bucareste de 2008. Na ocasião, a Otan também prometeu à Geórgia que o país se juntaria à aliança de defesa liderada pelos Estados Unidos. A reunião também tem como objetivo tratar sobre a restauração das relações bilaterais entre Estados Unidos e Rússia e a preparação de um encontro entre Trump e Putin, segundo o Kremlin.

Na segunda-feira (17), Zelensky já havia dito que não participaria do diálogo entre Estados Unidos e Rússia para discutir propostas para o fim da guerra e que não aceitaria essas propostas. Amanhã, o líder ucraniano deve visitar a Arábia Saudita, em uma agenda que já estava prevista antes do encontro entre Estados Unidos e Rússia ser anunciado.

De olho na aproximação dos Estados Unidos com a Rússia e temendo serem deixados de lado nas negociações pelo fim da guerra na Ucrânia, líderes europeus se reuniram ontem para discutir a segurança do continente. O anfitrião do encontro, o presidente francês Emmanuel Macron, defendeu mais investimento em defesa dos países europeus e a implementação de uma agenda própria de soberania, segurança e competitividade.

Outros líderes europeus também defenderam o aumento do gasto militar para se proteger do que chamaram de ameaça expansionista da Rússia. Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que deve haver um compromisso de segurança dos Estados Unidos para que os países europeus enviem forças de paz após um eventual fim da guerra.

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Criado em 18/02/2025 - 14:45

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