O grupo palestino Hamas entregou para Israel, nesta manhã, os restos mortais de um bebê, uma criança, a mãe deles e um idoso em caixões pretos. O bebê tinha oito meses e era o mais jovem dos reféns israelenses do Hamas mantidos na Faixa de Gaza.
Três dos restos mortais são da família Bibas, que se tornou um símbolo em Israel do sofrimento dos reféns mantidos em Gaza: Shiri Bibas, de origem argentina, e os filhos dela, Kfir Bibas, de oito meses, e Ariel Bibas, de quatro anos.
O idoso Oded Lifschitz, de 83 anos, é o quarto corpo entregue. Os restos mortais foram entregues em caixões pretos para integrantes da Cruz Vermelha, responsáveis por levá-los até Israel. Os corpos agora passarão por exames de DNA.
No momento da entrega dos corpos, o Hamas estendeu uma mensagem no palanque dizendo que os quatro reféns foram mortos por um ataque aéreo israelense durante a guerra. A mensagem também mostrou uma imagem do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com dentes de vampiro e sangue saindo de sua boca.
Em um comunicado, o chefe de Direitos Humanos da ONU condenou a forma como o Hamas fez a devolução dos quatro corpos de reféns israelenses. Volker Turk disse que o desfile de corpos em Gaza foi abominável e vai contra o direito internacional.
A família Bibas tinha sido sequestrada na comunidade agrícola de Nir Oz, que fica próximo à Faixa de Gaza, durante o ataque de 7 de outubro. O marido de Shiri, Yarden Bibas, e pai das crianças, também foi levado pelo Hamas, mas foi libertado no início de fevereiro.
Em novembro de 2023, o Hamas já havia afirmado que os meninos e a mãe haviam sido mortos em um ataque aéreo israelense, mas as mortes nunca foram confirmadas pelas autoridades de Israel.
Em uma breve declaração em vídeo feita na quarta-feira (19), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que hoje seria um dia muito difícil para o Estado de Israel: “Um dia angustiante, um dia de luto.”
Nesta primeira fase do acordo, o Hamas concordou em liberar um total de 33 reféns israelenses em troca de 2.000 prisioneiros palestinos. No sábado (22), o grupo palestino prometeu libertar mais seis reféns vivos. Já a segunda fase do acordo deve garantir o retorno a Israel de cerca de 60 reféns restantes, mas menos da metade deles são considerados vivos.
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