Israel anunciou que vai se retirar do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão ocorre apenas dois dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ter se retirado do conselho.
Em carta ao órgão, o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, justificou a decisão dizendo que ela “foi tomada à luz do preconceito institucional contínuo e implacável contra Israel no Conselho de Direitos Humanos, que tem sido persistente desde a sua criação em 2006”.
Na última terça-feira (3), Trump assinou um decreto para que a participação dos Estados Unidos no órgão fosse interrompida. Ele também manteve a suspensão do financiamento para a Agência da ONU de Assistência aos Palestinos.
Embora a relatora da ONU para a Palestina tenha considerado as retiradas "extremamente graves", os movimentos têm mais efeitos políticos do que práticos, já que os países-membros não são obrigados a aderir às resoluções do conselho. Ainda assim, a saída significa uma espécie de bloqueio a informações sobre direitos humanos nesses países.
Esta não é a primeira vez que os EUA deixam o conselho. Em 2018, sob a primeira gestão de Trump, o país se retirou, mas acabou voltando.
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