Em Brasília, a semana começa com a expectativa de que a Procuradoria Geral da República (PGR) apresente a denúncia contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente somou três indiciamentos ao longo de 2024. No primeiro, a Polícia Federal o incriminou por fraude em seu cartão de vacinação contra a covid-19. A investigação constatou que o próprio Bolsonaro deu a ordem para a adulteração. O segundo indiciamento foi por organização criminosa no caso das joias presenteadas pela Arábia Saudita. Segundo as regras da época, os presentes de governos estrangeiros deveriam ser incorporados ao acervo histórico da presidência da República, mas foram vendidos no exterior. Já o terceiro indiciamento foi finalizado em novembro de 2024 pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Depois dos indiciamentos, cabe à PGR a decisão de denunciar ou não o ex-presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Se a denúncia for aceita, Bolsonaro passa a ser réu e responderá a um processo criminal. Em nota, o Ministério Público Federal informou que não adianta possíveis manifestações processuais. Na última sexta-feira (14/2), o ministro Alexandre de Moraes julgou prejudicado o pedido feito pela defesa de Bolsonaro para ter acesso ao conjunto probatório da investigação. Moraes reforçou que eles sempre tiveram total acesso aos autos do inquérito que apura a trama golpista, mesmo antes da retirada do sigilo da investigação.
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