O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs sanções ao Tribunal Penal Internacional por investigações contra os Estados Unidos e Israel. O decreto impõe sanções financeiras e restrições de visto a indivíduos e seus familiares que ajudarem nas investigações do TPI sobre cidadãos norte-americanos ou aliados dos Estados Unidos.
O TPI é um tribunal permanente que pode mover processos por crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio, entre outros. Estados Unidos, China, Rússia e Israel não fazem parte do acordo que criou a corte.
Em novembro do ano passado, o tribunal emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa do país, Israel Yoav Gallant. Os dois são acusados de crimes de guerra em Gaza. O chefe do grupo palestino Hamas também foi alvo de uma ordem de prisão.
Em 2013, o TPI emitiu um mandado de prisão para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusando-o de crime de guerra por deportar ilegalmente centenas de crianças da Ucrânia.
Em um comunicado, a corte condenou a ordem executiva de Trump e prometeu "continuar fornecendo justiça e esperança" ao redor do mundo.
Esta é a segunda vez que o TPI enfrenta retaliação dos EUA. Durante o primeiro governo Trump, em 2020, Washington impôs sanções contra uma promotora e um assessor devido à investigação sobre supostos crimes de guerra cometidos por tropas americanas no Afeganistão.
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