Intolerância religiosa no Brasil é crime, mas os casos de ataques a terreiros de religiões de matriz africana continuam crescendo. No Rio de Janeiro, um incêndio em um terreiro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, está sendo investigado pela Polícia Civil.
Foi por volta das 19h do domingo de Carnaval que a ialorixá Neila de Oya recebeu uma ligação com a notícia de que o terreiro de candomblé dirigido por ela estava em chamas. Foram perdidos duas geladeiras, dois fogões, um sofá, uma máquina de lavar, roupas de santo e diversos objetos sagrados. Uma parte do teto desabou e as paredes racharam.
Os frequentadores da casa desconfiam que o incêndio seja criminoso. Com o material encontrado após o ocorrido, foram identificados três prováveis pontos de início simultâneo das chamas. A Polícia Civil abriu uma investigação e já acolheu o depoimento das vítimas.
Pela legislação brasileira, praticar, induzir ou excitar discriminação ou preconceito de religião é punível com reclusão de um a três anos e multa. Mas a proibição em lei ainda não é suficiente para coibir os ataques a espaços sagrados. Os principais alvos são os templos de religiões de matrizes africanas.
Um levantamento da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa mostra que os ataques têm aumentado no estado do Rio. Em 2023, foram registrados 51 ataques contra terreiros. No ano passado, foram 57.
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