No Rio de Janeiro, mais uma pessoa é vítima de prisão ilegal depois de ser confundida com outra. É o segundo caso esta semana. Alex dos Santos Rosário, um merendeiro de 30 anos, que mora no Complexo do Lins, nunca foi à Bahia, mas foi confundido com um foragido da justiça daquele estado. Os nomes são parecidos, o que muda é a ordem dos sobrenomes. Depois de uma abordagem da Polícia Militar, Alex ficou três dias preso, acusado de um roubo que não cometeu. Ele provou que não estava no local do crime mostrando fotos de uma festa de 15 anos de família, que aconteceu no mesmo dia.
No domingo (16/3), Debora Cristina da Silva Damasceno, de 42 anos, foi presa em Petrópolis, interior do Rio, depois de ter sido confundida com uma foragida da justiça de Minas Gerais, acusada de tráfico de drogas. Ela também ficou três dias presa, depois de ter ido à delegacia denunciar o ex-marido por agressão e pedir medidas protetivas. Nos dois casos, chama a atenção o fato de as duas vítimas do erro da justiça serem pessoas negras.
Em nota, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reconhece a gravidade das ocorrências e ressalta a importância da audiência de custódia na reparação do erro. O CNJ também afirmou que não foram identificadas falhas ou inconsistências no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisão.
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