Passa de dois mil o número de mortos pelo terremoto que atingiu Mianmar na última sexta-feira (28/3), segundo o governo do país. Outras 270 pessoas ainda estão desaparecidas. Equipes de diversos países estão em Mianmar para ajudar nos esforços de busca e resgate. O auxílio veio após o chefe da junta militar que comanda o país admitir que sua gestão enfrenta uma situação desafiadora e fazer um raro pedido de ajuda internacional.
Hospitais estão sobrecarregados e a infraestrutura crítica do país, incluindo pontes, aeroportos, ferrovias e rodovias, estão danificadas, o que dificulta ainda mais a chegada de ajuda humanitária. Localidades estão completamente isoladas e começa a faltar água potável. Em Mandalay, cidade mais atingida pelo tremor, quatro pessoas foram retiradas vivas dos escombros de um prédio, entre elas uma mulher grávida e uma criança.
O forte terremoto que atingiu Mianmar na última sexta-feira aumentou ainda mais a devastação no país, mergulhado no caos devido a uma guerra civil contra um golpe militar de 2021, que derrubou o governo eleito da vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi. O porta-voz da Agência da ONU para Refugiados em Mianmar, Diogo Alcântara, explica que a região do epicentro do tremor já enfrentava dificuldades por abrigar a maioria dos 3,5 de deslocados do país devido à guerra civil.
O terremoto também atingiu partes da vizinha Tailândia, derrubando um arranha-céu em construção e matando 18 pessoas na capital. Equipes de resgate correm contra o tempo para encontrar cerca de 70 trabalhadores presos sob os escombros do edifício. Mas passadas mais de 72 horas do desabamento, são poucas as esperanças de encontrar pessoas ainda com vida, segundo os socorristas.
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