Está em 7 a 0 o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) para rejeitar os pedidos de afastamento dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, além do pedido de suspeição de Alexandre de Moraes no julgamento sobre a tentativa de golpe de estado em 2022. Com isso, fica mantida a composição da primeira turma do STF, que vai analisar na próxima semana as acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas. Mesmo tendo formado a maioria, ainda faltam votos importantes no Supremo, inclusive de dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro: os ministros André Mendonça e Nunes Marques. Eles têm até às 23h59 desta quinta-feira (20/3) para votar.
Moraes, Zanin e Dino se declararam impedidos de votar nos casos em que são objeto dos requerimentos. Todos os ministros que já votaram seguiram o relator, o ministro Luís Roberto Barroso, que manteve o argumento de que os fatos descritos pelas defesas não se enquadram nas hipóteses estabelecidas pelo Código Penal para o afastamento dos magistrados.
O pedido de suspeição de Moraes partiu da defesa do general Braga Netto, que sustenta que o ministro não teria isenção para julgar o caso, pois seria uma vítima. A defesa de Bolsonaro pediu o afastamento de Zanin, por ele ter sido advogado do presidente Lula, e de Flávio Dino, porque ele apresentou ação penal privada contra o ex-presidente antes de ser ministro da Suprema Corte, quando ainda era ministro da Justiça do atual governo.
O julgamento da denúncia do núcleo político da tentativa de golpe, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, está marcada para o dia 25 de março na primeira turma do STF.
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