Cinquenta anos depois de sua morte, o jornalista Vladimir Herzog foi reconhecido pelo governo brasileiro como anistiado político. Herzog foi assassinado durante a ditadura militar, na década de 1970.
Em 1975, Vladimir Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura, de São Paulo, e foi convocado pelo Exército Brasileiro a prestar depoimento, por suspeita de ter ligações com o Partido Comunista Brasileiro. Ele se apresentou no DOI-Codi e foi torturado e morto pelos agentes da repressão. Os militares alegaram que ele havia cometido suicídio, mas, desde o início, a versão foi desmentida pela família e por entidades da sociedade civil.
A viúva dele, Clarice Herzog, vai receber pensão mensal vitalícia. Clarice foi reconhecida como anistiada no ano passado, pela perseguição sofrida durante a ditadura, quando denunciou o assassinato do marido. Clarice Herzog tem 83 anos e tem doença de Alzheimer em estado avançado.
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