São Jorge é um santo venerado por diferentes religiões. É padroeiro de países como a Inglaterra, a Etiópia e Portugal e tem a cara do Rio de Janeiro. A ex-capital do império, herdou da metrópole a adoração ao santo, que tem até hoje uma popularidade imensa e desperta uma devoção difícil de explicar.
O professor, historiador e músico Luiz Antônio Simas traduz a devoção a São Jorge como a de um santo do cotidiano:
“Eu diria que São Jorge, ele talvez seja o santo mais popular do mundo. Aparentemente ele é um santo de elementos contraditórios, mas em comum existe a batalha pelo dia a dia. Então ele é um santo cotidiano. Ele é o santo da polícia, ele é o santo do traficante. Ele é o santo do apontador do jogo do bicho, ele é o santo do sujeito que combate o jogo do bicho”.
Nando Cunha é ator e devoto de São Jorge e acredita que, diferente de outros santos, Jorge não está isolado em altares:
“Ele é um cara que vai beber cerveja junto com você. Não é aquela santa ou aquele santo que você fica ali.... Não, ele está do teu ladinho, mano.”
Simas explica que a tradição ao culto a São Jorge, no Brasil, tem origem em Portugal, mas que sofre influências africanas e se fortalece o culto no Rio de Janeiro após a chegada da família real no começo do século XIX.
O programa Caminhos da Reportagem que vai ao ar na próxima segunda-feira (28), às 23h, mergulha na história do Santo Guerreiro ouvindo esses e outros relatos para explicar a devoção popular a São Jorge.
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