O Movimento pela Equidade Racial (Mover), lançou nesta terça-feira (29) o Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro. A iniciativa nasceu após uma pesquisa realizada pelo Estúdio Nina com consumidores negros das classes A e B. A pesquisa revelou que 91% dos consumidores negros já sofreram racismo em lojas de beleza e de moda de alto padrão.
O lançamento de Código de Defesa do Consumidor Negro não tem um valor legal, mas carrega um valor simbólico para iniciar o debate sobre o combate ao racismo e, com isso, possibilitar a revisão do Código de Defesa do Consumidor para que ele passe a ter dispositivos que contemplem a população negra enquanto consumidora.
O Novo Código de Defesa do Consumidor Negro apresenta dez normas de conduta para orientar o atendimento no varejo e tentar promover mudanças.
São diversos casos de constrangimentos aos quais as pessoas negras são submetidas e que são normalizados pela sociedade brasileira, como ter que provar que pagou por um objeto que já era seu ou ser acuado por funcionários de estabelecimentos.
A situação é tão cotidiana que as famílias chegam a formular regras de comportamento para proteção, como carregar a nota fiscal do celular ou andar com a carteira de trabalho.
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