O ex-presidente Jair Bolsonaro será monitorado a partir dessa sexta-feira (18/7) com o uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de usar redes sociais. As determinações foram feitas em medidas cautelares pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma das motivações para a decisão do magistrado é a de que o ex-presidente poderia atentar contra a soberania nacional. Moraes é relator do processo que investiga a tentativa de golpe de estado em 2022, que teria Bolsonaro como o principal articulador.
O ex-presidente será monitorado 24 horas. Ele deverá ficar em casa durante os dias da semana, de segunda-feira até a sexta, de 21h até às 6h, e em tempo integral durante o fim de semana. Também não poderá se aproximar de embaixadas ou consulados e nem manter contato com embaixadores e outras autoridades estrangeiras. Bolsonaro está proibido de se comunicar com os demais réus investigados nas ações penais que tratam da tentativa de golpe de estado, inclusive com o filho dele, Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado que está nos Estados Unidos. Outra medida cautelar imposta foi a proibição de usar as redes sociais.
A Polícia Federal cumpriu nesta manhã mandados de busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro e também no escritório do Partido Liberal, em Brasília. Foram apreendidos 14 mil dólares e sete mil reais em dinheiro. Não se sabe se Jair Bolsonaro chegou a declarar esses valores à Receita Federal.
O ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente da primeira turma do STF, o ministro Cristiano Zanin, para que a decisão desta sexta-feira seja avaliada no plenário virtual do STF.
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