O Brasil se despede da cantora Preta Gil, que morreu nesse domingo (20), aos 50 anos, nos Estados Unidos. A artista fazia um tratamento experimental para tratar um câncer. Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, a cantora e empresária morreu cerca de dois anos após descobrir um câncer de intestino. Preta passou por quimioterapia e cirurgia, mas teve metástase em agosto do ano passado.
A artista compartilhou com o público sua luta contra a doença e avisou que iria se submeter a um tratamento experimental nos Estados Unidos. Gilberto Gil divulgou uma nota lamentando a morte da filha e informou que agora cuida dos procedimentos para trazer o corpo para o Brasil. Preta deixa um filho, o cantor Francisco Gil e uma neta, Sol de Maria.
Nas redes sociais, amigos e personalidades se manifestaram: a irmã e chefe de cozinha, Bela Gil, publicou uma foto e escreveu: "Minha maior grande perda, minha eterna inspiração e alegria”. Amiga de longa data, a atriz Carolina Dieckman estava em Nova York no dia da morte de Preta, e publicou fotos e uma longa mensagem de adeus.
A influenciadora Ju de Paula, que passou os últimos três meses em Nova York com Preta, destacou a luta sobre-humana da cantora nesse período e afirmou que elas estavam esperançosas com o tratamento. O cantor Caetano Veloso escreveu: "Pretinhas se foi aos 50. Choro desde que soube. Ela era uma das pessoas mais queridas para mim, desde criancinha. Penso em Gil, penso em todos”. O presidente Lula publicou uma nota de pesar e disse que ligou para Gilberto Gil, que foi seu ministro da Cultura entre 2003 e 2008, assim que soube da notícia.
Mulher, preta, mãe, feminista, gorda, bissexual, artista. Eram muitas as causas pelas quais lutava. De nome potente, que refletia a sua personalidade, Preta Maria Gadelha Gil Moreira deixou sua marca por onde passou. Durante uma participação no programa Aglomerado de 2012, ela falou do orgulho de sentir seu nome.
Sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, Preta Gil cresceu rodeada de artistas. Mas só resolveu seguir na carreira musical em 2003, quando lançou o álbum 'Prêt-à Porter', que trouxe o hit 'Sinais de Fogo', com Ana Carolina.
Assim como o pai, Preta também tinha uma relação especial com o carnaval. Foi rainha de bateria da Estação Primeira de Mangueira, sua escola do coração. E, por mais de dez anos, comandou o Bloco da Preta, em um trio elétrico com convidados que lotava as ruas do centro do Rio de Janeiro. Também foi ao lado do pai que Preta fez uma de suas últimas aparições públicas. Ela cantou "Drão", música que Gil fez para a mãe de Preta após a separação, na turnê Tempo Rei, que marca a despedida dele dos palcos.
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