Nos portos do Nordeste, desde a semana passada as cargas de pescados brasileiros, como peixes e camarões, estão paradas em contêineres aguardando solução para o impasse nas tarifas.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescado, pelo menos 1,5 mil toneladas de peixes e frutos do mar deixaram de embarcar desde o anúncio. Toda essa carga, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), está distribuída no Porto do Pecém, que fica na região metropolitana de Fortaleza, como também nos portos da Bahia e Pernambuco. As empresas decidiram pela paralisação porque elas temem que as mercadorias não cheguem ao destino antes da vigência da taxa, permanecendo em trânsito durante esse período, já que as novas tarifas têm previsão para começar no dia 1º de agosto.
Representantes do setor no Ceará já declararam que devem procurar novos mercados para driblar essas imposições do mercado norte-americano.
Além dos pescados, outras cargas também deixaram de ser embarcadas, de acordo com uma empresa especializada em despacho aduaneiro, em frete internacional, contêineres com mel e cera de carnaúba também estão entre os principais itens exportados do Ceará para os Estados Unidos.
Somente no começo de 2025, o Ceará já exportou mais de US$ 1 bilhão em mercadorias para os Estados Unidos. O repórter Emanuel Bruno, da TV Ceará, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública, tem detalhes.
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