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Cortes em serviços para HIV/Aids podem levar a 4 milhões de mortes

Repórter Brasil Tarde

No AR em 11/07/2025 - 12:45

Os serviços de prevenção e tratamento contra a Aids estão sob grave risco no mundo devido a cortes repentinos de financiamento. O alerta é do programa da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre HIV/Aids, o Unaids, que estima que, caso os serviços apoiados pelos Estados Unidos entrem em colapso total, cerca de 6 milhões de novas infecções e 4 milhões de mortes adicionais relacionadas à doença podem ocorrer até 2029.

O relatório lançado pelo Unaids detalha como a falta de recursos causou abalos nos sistemas de saúde, incluindo o corte de profissionais que lidam diretamente com a doença.  Só em Moçambique, mais de 30 mil trabalhadores de saúde foram afetados.  O país está entre aqueles considerados com alta dependência do plano de emergência do presidente dos Estados Unidos para alívio da Aids - o Pepfar - e que agora enfrentam alto risco de interrupção imediata dos serviços, caso o apoio do governo norte-americano diminua ou pare.

Em janeiro, após uma série de medidas para paralisar os gastos governamentais com ajuda externa, uma ordem executiva do presidente Donald Trump congelou o financiamento ao plano. O republicano também interrompeu a distribuição de medicamentos anti-HIV em países pobres e reduziu o financiamento para a pesquisa de vacina, o que pode reverter décadas de progresso no combate à Aids.  O Unaids alerta que é difícil para estes países repor instantaneamente este financiamento em um momento em que estão sobrecarregados com altos pagamentos de dívidas e vivenciando um crescimento econômico lento.  Angola, por exemplo, gasta quase cinco vezes mais com o pagamento da dívida pública do que com investimentos em saúde. Só no ano passado, 630 mil pessoas morreram de causas relacionadas ao HIV, 61% delas na África Subsaariana.

Apesar dos desafios, cerca de 25 dos 60 países de baixa e média rendas, incluídos no relatório, indicaram aumentos nos orçamentos domésticos para suas respostas ao HIV em 2026.  O Brasil se destacou como um exemplo onde toda a compra de medicamentos antirretrovirais é bancada com recursos domésticos.  Além disso, o relatório ressalta que a incidência da doença foi 41% menor e a mortalidade 39% mais baixa dentre os que receberam transferência de renda por meio do programa bolsa família.

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Criado em 11/07/2025 - 15:20

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