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Exportações americanas para o Brasil superam importações desde 2008

Repórter Brasil Tarde

No AR em 10/07/2025 - 12:45

Ao anunciar as tarifas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os Estados Unidos têm déficit comercial na relação com o Brasil. Os números mais recentes, porém, mostram uma realidade bem diferente.

Laranjas, carne, café e muitos outros produtos: o Brasil vende muito para os Estados Unidos. Mas também compra bastante. E, ultimamente, o país presidido por Donald Trump leva vantagem financeira.

A balança comercial é um indicador econômico que mostra a diferença entre o que um país vende e o que ele compra do resto do mundo, num determinado período de tempo. Se o país vende mais do que compra, tem superávit. No caso contrário, tem déficit.

Em 2024, os Estados Unidos tiveram saldo positivo de mais de US$ 280 milhões em relação ao Brasil na balança comercial. No ano anterior, essa diferença passou de US$ 1 bilhão. Em 2022, a diferença foi ainda maior: quase US$ 14 bilhões a mais. O último ano em que a balança foi favorável ao Brasil foi em 2008, quando o país importou quase US$ 1 bilhão a menos que o total de exportações aos Estados Unidos.

Economistas alertam que as tarifas dos Estados Unidos podem afetar setores estratégicos da exportação brasileira. “A principal exportação do Brasil para os EUA é petróleo, minério e também aeronaves, no caso da Embraer, especialmente porque tem mercado de jatos executivos muito aquecido nos EUA, e uma das principais fornecedoras é a Embraer”, explica Rodrigo Leite, professor de Finanças da UFRJ.

A solução apontada pelos especialistas é o não enfrentamento. “A melhor saída é negociação diplomática, para que sejam colocadas as questões econômicas como prioridades e se coloque em segundo plano as questões de natureza política e ideológica”, defende Gilberto Braga, professor de Economia do Ibmec.

“Qual o caminho que o Brasil vai seguir? Caminho chinês, de enfrentamento, ou caminho mexicano, algo diplomático e, nesse momento, não responder às tarifas? Os dois lados têm prós e contras. Os dois vão ter consequências muito diferentes. Por isso tem muita volatilidade no mercado. O mercado não está conseguindo antecipar qual vai ser a resposta do Brasil”, diz Rodrigo Leite. 

 

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Criado em 10/07/2025 - 15:45

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