Cerca de 45% das mulheres negras ainda trabalham na informalidade, além de receber apenas 44% da renda dos homens brancos.
A antropóloga Lélia Gonzáles, que morreu em 1994, dedicou toda a vida para acabar com essa diferença. Lélia é a grande homenageada do Festival Latinidades deste ano, que valoriza o papel da mulher negra na sociedade. O evento ocorre em Brasília e vai até 31 de julho.
Nascido em Belo Horizonte na década de 1930, de origem negra e indígena, a primeira de 18 irmãos a cursar universidade, Lélia Gonzáles, escritora, historiadora, filósofa e antropóloga, foi a grande expoente do feminismo negro brasileiro e já falava do lugar de discriminação das mulheres negras.
Mais de 30 anos após sua morte, a invisibilidade delas pouco mudou. Mulheres pretas e pardas tem apenas 44% da renda dos homens brancos. Além disso, 45,6% trabalham na informalidade, embora representem 28% da população brasileira. Apenas 2% foram eleitas e exercem o seu mandato no Congresso Nacional.
O Festival Latinidades faz parte das políticas públicas do governo federal, que são inclusão, democratização do acesso e fomento à produção artística de grupos historicamente invisibilizados.
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