Em depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), o general da reserva do Exército Mário Fernandes admitiu ser o autor do documento que previa o assassinato de autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração aconteceu durante os interrogatórios dos réus do chamado Núcleo 2 da tentativa de golpe de estado, cujos membros são acusados de organizar ações para sustentar a permanência ilegítima do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
Em depoimento ao juiz auxiliar Rafael Henrique, o general Mário Fernandes admitiu ter elaborado o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa assassinar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-dele, Geraldo Alckmin, e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Fernandes alegou que o documento era apenas uma análise pessoal sobre o cenário pós-eleições. No entanto, investigações da Polícia Federal apontam que este plano foi discutido por militares em uma reunião na casa do general Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro.
Na próxima segunda-feira (28/7) serão interrogados os réus do núcleo 3, formados por militares acusados de participar do plano para monitorar e executar autoridades.
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