Mais de cem ONGs denunciaram que um cenário de fome generalizada se propaga pela Faixa de Gaza. Mais de 30 pessoas morreram de desnutrição em Gaza nas últimas 72 horas, a maioria crianças. Segundo as organizações, até seus próprios funcionários enfrentam a fome, que vem matando em ritmo mais rápido, desde o início do conflito no território palestino. No comunicado, as entidades alertam que a fome em massa está se espalhando pelo território, mesmo com toneladas de alimentos, água potável, suprimentos médicos e outros itens parados do lado de fora de Gaza, impedidos de serem entregues por conta do bloqueio israelense. O texto é assinado por organizações como Médicos sem Fronteiras, Save the Children, Cáritas e Anistia Internacional.
Nessa terça-feira (22), durante uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) classificou a situação no território palestino como um "show de horrores". ONU, o secretário-geral da organização, António Guterres, afirmou que a situação em Gaza é um "show de horrores", com a desnutrição disparando e a fome batendo à porta de cada casa palestina. Na semana passada, a ONU já havia alertado que os últimos meios de sobrevivência da população em Gaza estão colapsando.
Diante da situação catastrófica, agências de notícias relataram que jornalistas que trabalham em Gaza também correm o risco de morrer de fome. O agravamento da situação humanitária tem feito a comunidade internacional aumentar a pressão sobre o governo israelense, que controla todo o suprimento que chega à Faixa de Gaza.
Em um comunicado conjunto, mais de 25 países pediram na segunda-feira que Israel cumpra suas obrigações, sob o direito internacional humanitário e suspenda imediatamente as restrições ao fluxo de ajuda. Mas o governo de do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nega estar bloqueando a entrada de suprimentos. Desde maio, a ajuda distribuída em Gaza é realizada por uma empresa dos Estados Unidos e controlada por Israel. Desde então, mais de mil palestinos que tentavam obter comida em pontos de distribuição foram mortos por tiros israelenses, segundo a ONU.
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