A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu, nesta terça-feira (22), testemunhas do Núcleo 3 da tentativa de golpe de estado de 2022.
Esse grupo é formado por militares e um agente da Polícia Federal que seriam responsáveis por executar o plano Punhal Verde e Amarelo, que, entre outras ações, pretendia matar o presidente eleito, Lula, e seu vice, Geraldo Alckmin.
Uma das testemunhas ouvidas nesta manhã foi o delegado da Polícia Federal Fábio Shor, responsável por conduzir as investigações sobre essa tentativa de golpe de estado. Ele reafirmou, com base nas provas coletadas, que havia uma equipe pronta para prender e executar o ministro Alexandre de Moraes no final de 2022 e que o réu, também policial federal Wladimir Matos Soares, monitorou o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva naquele mesmo período. Shor também disse que considerando os dados das antenas coletadas, esse monitoramento seguiu à risca o planejamento prévio feito pelos acusados.
Esse Núcleo 3 é formado por 11 militares, inclusive, alguns deles, membros de forças especiais conhecidos como kids pretos e um policial federal. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR) uma das responsabilidades dentro da organização criminosa para esse grupo era executar ações de campo, como monitoramento de autoridades também o assassinato de Lula, Alckmin e o próprio Alexandre de Moraes. Essas audiências com as testemunhas do Núcleo 3 terminam nesta quarta-feira (23) e, na quinta-feira (24) começam os interrogatórios dos réus do Núcleo 4.
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