Uma decisão da Controladoria Geral da União (CGU) determinou que o Exército conceda acesso às fichas funcionais dos oito militares acusados de matar o ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar. É a primeira vez que uma instituição das Forças Armadas é obrigada a conceder acesso a documentos primários, que são fontes originais e diretas de informação.
O Exército tem 30 dias para cumprir a determinação. Rubens Paiva foi eleito deputado federal em 1962 pelo PTB, mesmo partido do então presidente João Goulart. Em 1º de abril de 1964 denunciou o golpe militar em discurso transmitido pela Rádio Nacional. Ele teve o mandato cassado pelo regime militar e, anos depois, em 1971, foi preso pela repressão por suspeitas de envolvimento com guerrilheiros. Foi torturado e morto no DOI-CODI, no Rio de Janeiro, e teve o corpo desaparecido. A história de Rubens Paiva, de sua mulher Eunice Paiva e sua família foi contada no filme “Ainda Estou Aqui”, baseado no livro de mesmo nome escrito por seu filho, Marcelo Rubens Paiva. O longa foi vencedor do Oscar de melhor filme internacional deste ano.
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