O governo brasileiro afirmou que não adota medidas discriminatórias ou restritivas contra os Estados Unidos. A resposta foi encaminhada ao escritório do representante comercial norte-americano que abriu investigação contra o Brasil por práticas desleais.
Entre os questionamentos dos Estados Unidos está o Pix, que se tornou um dos argumentos para o tarifaço de Donald Trump.
O documento com 91 páginas é assinado pelo ministro das Relações Exteriores e traz as respostas que além do Pix, trata sobre o etanol, desmatamento, comércio ilegal e bloqueio de redes sociais.
Em relação ao Pix, por exemplo, a defesa brasileira destacou que a administração pelo Banco Central garante neutralidade ao sistema de pagamentos instantâneos. O documento ressaltou que outros bancos centrais, inclusive o federal reserve, dos Estados Unidos, testam ferramentas parecidas.
Sobre o bloqueio de redes sociais, o documento destacou que a imposição de multas e de medidas coercitivas é padrão do Estado de Direito adotado pelo Brasil, assim como ocorre nos Estados Unidos.
O Itamaraty disse que a participação brasileira no processo se dá em espírito de diálogo e de esclarecimento de fatos e não constitui reconhecimento da validade ou jurisdição do procedimento.
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