O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reagiu à decisão dos Estados Unidos de revogar os vistos de dois funcionários do governo brasileiro sob alegação de cumplicidade "com trabalho forçado do governo de Cuba", por meio do programa Mais Médicos, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. A medida foi comunicada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em post no X. Ele disse ainda que autoridades da África, de Cuba e de Granada, que apontou como "cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano", também seriam sancionadas.
Os funcionários brasileiros que tiveram os vistos revogados são Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman. Atualmente, os dois estão de volta ao governo. Tabosa Sales é secretário de Atenção Especializada à Saúde, enquanto Alberto Kleiman é diretor da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica para a COP30.
Em resposta a Rubio, o ministro Alexandre Padilha disse, pelo X, que o Mais Médicos, assim como o Pix, sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja. E que saúde e soberania não se negociam. Criado em 2013, o programa brasileiro envia médicos pagos pelo governo federal para locais que não conseguem contratar por conta própria.
Sem conseguir médicos brasileiros, o governo de Dilma Roussef assinou contrato com Cuba para que médicos do país viessem trabalhar no Brasil. O contrato foi encerrado em novembro de 2018, depois que o então presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que os cubanos só poderiam ficar no país, quando ele assumisse o governo, se todos fizessem o revalida, o teste de equivalência do diploma de medicina no Brasil, e os salários passassem a ser integralmente pagos aos médicos, uma vez que no contrato com Cuba, o pagamento era feito ao governo cubano, que repassava um salário aos participantes. Reformulado, o programa tem hoje cerca de 28 mil médicos, com salários de aproximadamente R$ 14 mil.
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