Na Faixa de Gaza, em meio ao agravamento da fome, o Hamas divulgou mais um vídeo com um refém israelense faminto. E o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu à Cruz Vermelha ajuda humanitária para os reféns mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza.
O pedido veio após o Hamas divulgar um vídeo em que um refém israelense faminto cava a própria cova dentro de um túnel. Nas imagens, o jovem afirma que não come nada há dias, pois não há comida suficiente em Gaza. Em seguida, alguém entrega uma lata de lentilhas a ele, que diz que esta será sua única refeição nos próximos dias. Este foi o segundo vídeo de um refém definhando em Gaza publicado em apenas dois dias. Na quinta-feira (31), imagens de um outro refém magro e chorando foram divulgadas pela Jihad Islâmica.
Líderes ocidentais condenaram as imagens, enquanto a Cruz Vermelha pediu acesso a todos aqueles que ainda estão em cativeiro. O Hamas afirmou que vai responder positivamente a qualquer solicitação da Cruz Vermelha para entregar alimentos e medicamentos aos prisioneiros. No entanto, colocou como condição a abertura de corredores humanitários para Gaza de forma regular e permanente, e a interrupção dos ataques aéreos durante o período de recebimento da ajuda.
As imagens de reféns definhando estão sendo divulgadas enquanto agências apoiadas pela ONU afirmam que o pior cenário de fome está se desenrolando atualmente em Gaza, com mortes por desnutrição relatadas diariamente. No Domingo, o Ministério da Saúde de Gaza afirmou que 175 pessoas, incluindo 93 crianças, morreram de desnutrição desde o início da guerra.
A ONU, agências humanitárias e alguns aliados de Israel atribuem a crise da fome às restrições impostas pelo país à entrada e entrega de ajuda humanitária. Mas o governo israelense nega e culpa o Hamas por dificultar a distribuição de ajuda. Enquanto isso, as negociações por um cessar-fogo e pela libertação dos reféns parecem estar estagnadas.
Em meio à devastação do território palestino, o Papa Leão XIV voltou a fazer críticas à guerra. Em uma missa campal que reuniu mais de um milhão de jovens, o pontífice demonstrou solidariedade à juventude que vive em regiões afetadas por conflitos armados e disse, “Estamos com os jovens de Gaza. Estamos com os jovens da Ucrânia e com aqueles de todos os países ensanguentados pela guerra. Meus jovens irmãos e irmãs, vocês são o sinal de que um mundo diferente é possível, um mundo de fraternidade e amizade, onde os conflitos não se resolvem pelas armas, mas pelo diálogo”.
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