No Rio de Janeiro, um reconhecimento histórico. Um antigo edifício no Porto troca de nome. O prédio chamava-se Docas Dom Pedro II. Desde essa terça-feira (16) chama-se Armazém Docas André Rebouças. A mudança foi tomada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). André Rebouças foi um intelectual negro, um engenheiro, um abolicionista, que trabalhou e militou pela abolição da escravidão no Brasil.
O prédio é o único remanescente do antigo complexo de docas que modernizou o Porto da cidade. Erguido sem o uso de mão de obra escravizada, tornou-se símbolo da resistência negra. O governo federal investirá R$ 86 milhões na reforma. Junto ao Cais do Valongo, que fica em frente à construção, e outros equipamentos culturais na área que compreende a Pequena África, no centro do Rio de Janeiro, esse armazém fará parte de um complexo arquitetônico, dedicado à memória da população negra.
André Rebouças nunca foi escravizado. Ele pertencia à classe média e tinha amizades na família imperial. Na década de 1870, em viagens para a Europa e para os Estados Unidos, vivenciou discriminações raciais. A partir de então é que passou a se posicionar como homem negro e abolicionista, militando contra a escravatura no Brasil.
Patrimônio
A casa no engenho onde nasceu o escritor José Lins do Rego, em Pilar, na Paraíba, e a pedra fundamental da capital federal, em Planaltina, que marca o início da transferência da capital para o interior do país, também foram reconhecidas como Patrimônio Cultural Brasileiro.
A apreciação do tombamento dos dois bens culturais, ocorreu durante a reunião do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que decidiu por essa homenagem a André Rebouças.
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