Foi divulgado nesta quinta-feira (25/9) o Anuário Brasileiro de Educação Básica, elaborado pelo Todos pela Educação, Fundação Santillana e Editora Moderna. O estudo apresenta um retrato preocupante da educação pública no país, marcada por desigualdades na infraestrutura.
A publicação, em sua 12ª edição, mostra que, apesar dos avanços, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer. Menos da metade das escolas públicas conta com sistema de esgoto adequado, e mais de 20% não possuem recolhimento regular de lixo. Além disso, menos de 40% das salas de aula dispõem de climatização, seja por ar-condicionado ou aquecimento. O maior índice de climatização está no Centro-Oeste.
No campo da tecnologia, 44% das escolas públicas têm conexão à internet em parâmetros adequados, enquanto 4,6% não possuem nenhum tipo de acesso ou energia elétrica de qualidade.
Entre 2014 e 2024, o número de professores sem graduação caiu de 23,8% para 12,5% nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Quanto à remuneração, em 2023 quase 70% dos municípios pagavam ao menos o piso do magistério para jornadas de 40 horas semanais.
Na conclusão do Ensino Fundamental aos 16 anos, a taxa é de 91,5% entre estudantes brancos, 83,5% entre pardos e 80,9% entre pretos. O cenário é ainda mais desigual no ensino médio. Aos 19 anos, 79,4% dos brancos concluem essa etapa (cerca de oito em cada dez), contra 66,6% dos pardos (dois em cada três) e 62% dos pretos.
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