Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) julga a tentativa de golpe de estado, no Congresso segue a pressão de bolsonaristas para votar o projeto de lei da anistia, que ganhou força nos últimos dias. Mas, agora, a estratégia da oposição na Câmara dos Deputados é esperar o fim do julgamento.
Em abril, a oposição conseguiu assinaturas de 264 deputados para pautar a urgência do tema, mas esse pedido nem chegou a ser votado no plenário. No momento, não se sabe quais dos três textos em estudo pode ser adotado, nem quando, ou se o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, vai pautar o assunto. Se o projeto for tirado da gaveta, vai precisar passar pelas duas casas do Congresso para chegar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E o governo tem se articulado para evitar a votação de projetos sobre o assunto. Há uma expectativa que ministros possam atuar com os parlamentares no sentido de não avançarem com os projetos que tratam sobre a anistia.
Em contraponto, o governo quer aprovar propostas como o projeto de isenção do imposto de renda para ganha até R$ 5 mil por mês. Nessa segunda-feira (8/9), Hugo Motta disse que a Câmara tem o compromisso de votar esse PL.
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