Duas em cada três mulheres foram vítimas de violência obstétrica no Rio de Janeiro. É o que revela a segunda edição do estudo Nascer no Brasil, da Fiocruz, lançado nesta quinta-feira (4/9). A pesquisa tem detalhes sobre 29 maternidades públicas e privadas de 18 municípios do estado, além de informações sobre taxas de cesarianas.
Os tipos de violência obstétrica relatados foram abuso físico (3%), estigma e discriminação (8%), abuso psicológico (22%), negligência (31%), que é quando a mulher se sente ignorada ou abandonada pela equipe médica, e toques vaginais inadequados (46%). O documento também revela que as cesarianas se mantêm altas no estado do Rio, com destaque para os municípios do interior (taxa de 66%) e a rede privada (85%).
Entre os avanços apontados pelo documento estão a redução de intervenções e o aumento de acompanhantes das mães durante o nascimento dos bebês. A coleta de informações aconteceu entre 2021 e 2023, com quase duas mil mulheres.
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