Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU nessa terça-feira (23/9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que os dois líderes combinaram de ter uma reunião na semana que vem. “Eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem. Ele parece um cara muito legal. Ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química. E isso é um bom sinal”, disse Trump.
Os elogios do norte-americano a Lula e a possibilidade de um encontro entre os dois presidentes foram destaque na imprensa internacional. A agência de notícias Reuters destacou que Trump planeja se reunir com Lula na próxima semana, acrescentando que eles tiveram um excelente química durante um breve encontro na Assembleia Geral da ONU.
O New York Times afirmou na manchete que Trump adotou um tom mais suave em relação ao Brasil após o discurso contundente de Lula. A Bloomberg lembrou que Trump e Lula vinham trocando farpas hostis há meses, mas que bastou um minuto em Nova York para que a relação tomasse um rumo mais amigável.
O espanhol El País afirmou que o encontro entre Lula e Trump ocorria no momento mais crítico de uma relação bilateral que já dura mais de dois séculos. O britânico The Guardian destacou que o presidente do Brasil fez uma defesa apaixonada da democracia de seu país, alegando que a recente condenação de seu antecessor de extrema-direita, Jair Bolsonaro, mostrou ao mundo como aspirantes a autocratas podem ser subjugados.
O argentino Clarín abordou a boa química entre Trump e Lula, mas destacou o alerta do presidente norte-americano de que o Brasil sofrerá se não cooperar com os Estados Unidos em meio à guerra tarifária.
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