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Mulheres são principais vítimas de racismo na internet 

Repórter Brasil Tarde

No AR em 12/09/2025 - 12:45

Entre os anos de 2011 e 2025, as mulheres negras brasileiras foram as maiores vítimas de racismo nas redes sociais. As informações são da pesquisa “Brasil, mostra sua cara: retrato das vítimas de racismo online e o anonimato de seus agressores”, realizada pelo Aláfia Lab. 

Era para ser um momento de celebração: a arqueira Ane Marcelle conseguiu chegar às oitavas de final nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, a melhor colocação brasileira na modalidade à época. Mas a dor ofuscou as vitórias após ataques racistas feitos pelas redes sociais. 

Em 2024, os casos de racismo pela internet alcançaram o maior número desde 2015. No ano passado, o Disque 100, serviço do governo federal que recebe queixas de violações de direitos humanos, recebeu 452 denúncias desse tipo de crime. As mulheres são seis em cada dez vítimas.

O ambiente digital acaba sendo propício para o discurso de ódio por facilitar o anonimato dos agressores e também pela falta de empenho das plataformas das redes sociais em combaterem essas práticas.

Participe 

O Ministério da Igualdade Racial abriu uma consulta pública para reunir informações que permitam desenvolver estratégias para combater o racismo em ambiente virtual. As contribuições podem ser enviadas até o dia 15 de outubro no endereço "gov.br/racismodigital". 

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 12/09/2025 - 15:55

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