Com o término do julgamento da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF), os parlamentares bolsonaristas vão fazer uma força-tarefa para aprovar um projeto de anistia. Já os governistas consideram essa tentativa de livrar da punição os envolvidos na trama golpista uma afronta à democracia e à decisão do STF.
A ideia dos parlamentares da oposição é votar o pedido de urgência e o mérito do projeto. A próxima reunião de líderes na Câmara dos Deputados, quando são definidos os projetos prioritários, será na terça-feira (16/9).
Na noite dessa quinta-feira (11/9), o senador e filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, disse que irá unir forças no parlamento para fazer uma anistia “ampla, geral e irrestrita para todos”, incluindo Bolsonaro. O líder do Partido Liberal na Câmara, Sosténes Cavalcante, disse que, diante da decisão da Primeira Turma do Supremo, só resta um caminho: “resgatar o Brasil à anistia”. Para o deputado, a anistia não apaga os erros, mas abre a porta para a reconciliação e para a paz.
Já o líder do PT, Lindbergh Farias, defendeu que, diante da condenação, o Congresso Nacional encerre de vez o debate sobre a anistia. Para ele, continuar com o assunto seria uma afronta à Constituição e ao Supremo Tribunal Federal.
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