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Quadrilha operava call center religioso que movimentou mais de R$ 3 mi

Repórter Brasil Tarde

No AR em 24/09/2025 - 12:45

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram a operação “Blasfêmia”, que desmontou um esquema de estelionato religioso. O grupo investigado operava um call center que explorava financeiramente a fé de dezenas de vítimas.  O líder do esquema seria o pastor Luiz Henrique dos Santos Ferreira, conhecido como Profeta Henrique Santini.

O pastor se autointitula profeta nas redes sociais e tem oito  milhões de seguidores. O call center que ele comendava cobrava de R$ 20 a R$ 1.500 para fazer orações, prometendo curas e milagres. Os escritórios do call center religioso funcionavam em São Gonçalo e em Niterói, na região metropolitana do Rio. O pastor agora terá que usar tornozeleira eletrônica. 

Na central de telemarketing, os funcionários, sem vínculo religioso, entre eles sete adolescentes, eram orientados a se passar pelo pastor nos atendimentos via WhatsApp.  Eles recebiam comissões e tinham que cumprir metas. Se não atingissem o valor estabelecido, eram dispensados. O grupo movimentou mais de R$ 3 milhões em dois anos. Para ocultar a origem do dinheiro, eles usavam contas bancárias em nome de outras pessoas. De acordo com o Ministério Público, o esquema configura exploração financeira da fé. Além do pastor, outras 22 pessoas foram denunciadas e devem responder pelos crimes de estelionato, charlatanismo, curanderismo, associação criminosa, falsa identidade, crime contra a economia popular, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. 
 

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Criado em 24/09/2025 - 14:35

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