O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta terça-feira (9/9) o julgamento do Núcleo 1, considerado o núcleo crucial da trama golpista. O ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados são julgados por crimes como abolição violenta do estado democrático de direito, tentativa de golpe de estado e deterioração de patrimônio tombado.
A retomada do julgamento começou com a análise das questões preliminares levantadas pelos advogados dos réus. O relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, negou todos os pedidos, como o de nulidade da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid.
Moraes disse que não cabe a nenhum advogado censurar um magistrado e dizer quantas perguntas ele pode fazer no interrogatório. Ele se referia a Matheus Milanez, que defendeu o general Augusto Heleno na semana passada. Ele questionou a postura ativa de Moraes durante os interrogatórios.
Sobre o pedido de nulidade da delação do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, Alexandre de Moraes disse que houve regularidade e voluntariedade na delação, que não há indício de coação e que todos os depoimentos foram inclusive gravados em áudio e vídeo. Sobre a alegação de que a Procuradoria Geral da República não havia concordado com a delação, ele destacou que a colaboração premiada não é privativa do Ministério Público e que a polícia tem direito de realizar o acordo de delação com o investigado colaborador.
Alexandre de Moraes disse ainda que as defesas insistiram de que houve oito depoimentos contraditórios. Para ele, isso beira a litigância de má fé, e mostra que eles não leram os autos. Segundo o ministro, foi uma estratégia de investigação da Polícia Federal que resolveu, em vez de um único grande depoimento, fracioná-lo em oito e reforçou que os depoimentos não são contraditórios.
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