O primeiro dia do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do Núcleo 1 da tentativa de golpe de estado foi marcado pela defesa da democracia e do nosso sistema eleitoral. O ministro relator da ação penal na Primeira Turma, Alexandre de Moraes, logo no início alertou que o apaziguamento do país não significa impunidade.
Depois de ler os atos processuais, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação dos réus, dizendo que a impunidade só estimula novas tentativas de golpe e que há provas eloquentes dos crimes.
A primeira defesa foi a do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Sid. Os advogados defenderam a delação premiada, negaram coação nos depoimentos e afirmaram que ele não planejou, mobilizou ou redigiu qualquer documento golpista.
O advogado do ex-diretor da Abin, o deputado Alexandre Ramagem, negou o uso do órgão para vigiar autoridades. A defesa disse que ele apenas compilava declarações públicas e nunca atentou contra o sistema eleitoral.
A defesa do almirante Almir Garnier negou que ele tenha colocado tropas à disposição do golpe ou participado de reuniões com Bolsonaro para discutir medidas de exceção. Disse que suas críticas ao sistema eleitoral eram liberdade de expressão.
Por fim, a defesa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, negou bloqueios da Polícia Rodoviária Federal contra eleitores de Lula e afirmou que ele desmobilizou acampamentos golpistas e mandou controlar os ataques às sedes dos três poderes, mesmo estando fora do Brasil.
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