Passatempos criativos como dançar, tocar música ou até jogar videogame podem retardar o envelhecimento do cérebro. É o que aponta um estudo feito em vários países, com participação de um pesquisador brasileiro. A pesquisa foi publicada na revista britânica Nature.
O estudo foi feito com mais de 1.200 dançarinos, músicos, artistas e jogadores de videogame de dez países. Os pesquisadores concluíram que o envolvimento com atividades criativas aumentou as conexões com diferentes áreas do cérebro, ajudando a manter a chamada “juventude neurológica”. O cérebro dos dançarinos pesquisados era, em média, sete anos mais jovem que suas idades cronológicas.
O neurologista e professor Renato Anghinah, da Faculdade de Medicina da USP é um dos autores do estudo e explica que a descoberta revela a importância da cultura para a saúde.
“Porque ele traz à tona uma coisa que, geralmente, em muitos países não é valorizada, que é a cultura. Ele mostra que a cultura tem um efeito tão importante quanto essa saúde física e alimentar, quanto a saúde educacional. Por isso, a gente precisa publicizar isso pelo mundo — no mundo científico, no nosso mundo — para que as pessoas entendam que ter uma atividade criativa é tão importante quanto ficar numa academia de ginástica uma hora por dia”.
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