A marinha israelense interceptou a Flotilha, um grupo de barcos que transportava ajuda para Gaza, e deteve os ativistas a bordo, incluindo a ativista climática sueca Greta Thunberg.
O ministério das Relações Exteriores de Israel disse que vários navios que fazem parte da Flotilha foram "parados com segurança" e transferidos para um porto israelense. A Flotilha, chamada Global Sumud, é formada por, ao menos, 44 barcos civis com cerca de 500 pessoas, entre elas a ativista Greta Thunberg.
Segundo os organizadores, dois barcos foram interceptados e as câmeras de monitoramento das embarcações desligadas. Eles descreveram a interceptação como um ato "ilegal de descarado desespero". E afirmaram que os demais barcos continuariam navegando rumo a Gaza, apesar dos pedidos de Israel de interromper a viagem.
Já o ministério das Relações Exteriores de Israel disse que a Flotilha foi informada de que estava violando um bloqueio naval legal que cobre as águas próximas a Gaza – embora não esteja claro se os barcos entraram na zona de bloqueio. Ainda segundo a pasta, os ativistas detidos estavam sendo levados para Israel antes do início dos procedimentos para deportá-los para a Europa.
A ação de Israel contra os ativistas provocou reação internacional. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, determinou que toda a delegação diplomática de Israel seja expulsa do país e exigiu a libertação de dois colombianos que estavam a bordo da Flotilha. O ministério das Relações Exteriores da Turquia condenou a ação como "ato de terrorismo" e os sindicatos italianos convocaram uma greve geral para amanhã em defesa da Flotilha, dos valores constitucionais e de Gaza.
A Flotilha Global Sumud iniciou a viagem em 31 de agosto, partindo de Barcelona, com a intenção de chegar a Gaza esta manhã. Itália e Espanha chegaram a mobilizar navios de guerra para acompanhar a missão, mas abandonaram a Flotilha quando ela estava a menos de 300 km do enclave palestino. Anteriormente, Israel já havia bloqueado outras duas tentativas de ativistas de entregar ajuda por navio a Gaza, em junho e julho.
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