Um novo estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com apoio das associações Yanomami Hutukara e Urihi, revela como é nascer e crescer Yanomami e aponta caminhos para proteger essa e as futuras gerações.
O relatório descreve uma etnia com predomínio de pessoas jovens: 75% dessa população tem menos de 30 anos. Os Yanomami vivem na maior terra indígena do Brasil: são 9 milhões de hectares nos estados de Roraima e Amazonas, no Norte do país. São cerca de 31 mil pessoas em 376 comunidades.
A Constituição Federal dá proteção aos modos de vida dos povos indígenas, reconhece organização social, costumes, línguas, crenças e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam. Mas os direitos reconhecidos pela lei maior brasileira ainda estão longe de ser efetivos.
A invasão do garimpo ilegal à terra Yanomami causou contaminação por mercúrio e diversas mortes, principalmente na fase da primeira infância, por desnutrição. Em 2023, a situação se tornou emergência em saúde pública de importância nacional. A chegada dos invasores também impulsionou casos de malária e doenças pulmonares, como pneumonia e tuberculose.
Para proteger a juventude Yanomami, o estudo apresenta recomendações, entre elas: fortalecer políticas públicas específicas, combater o garimpo ilegal, reconhecer e apoiar entidades representativas dos povos de diferentes regiões da floresta e atender às demandas dos jovens Yanomami por acesso a novos conhecimentos e tecnologias.
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