Após duas semanas de negociações, a Conferência do Clima (COP30) terminou, em Belém, com a aprovação do texto final da conferência. O documento deixou de fora pontos centrais, como o plano de redução de combustíveis fósseis, pedido pelo presidente Lula, ainda na Cúpula dos Líderes. Mesmo assim, a plenária aprovou mais de uma dezena de documentos, entre eles o Mutirão Global, que propõe uma nova mobilização internacional contra a mudança do clima.
A COP30 foi histórica por ser a primeira realizada na Amazônia e a edição com maior presença de povos tradicionais que participaram oficialmente das negociações. Autoridades de mais de 190 países participaram do evento. Foram aprovadas diretrizes para aumentar o financiamento climático e a aprovação de 59 indicadores voluntários para monitorar o progresso da meta global de adaptação de setores importantes, como a água.
Outro destaque foi a aprovação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, em que países são recompensados financeiramente pela preservação. Mais de US$ 6 bilhões já foram mobilizados para esse fundo.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou que as conquistas da conferência e reconheceu que ainda há desafios a serem superados.
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