Começou nesta segunda-feira (10/11), em Belém, a COP30. É a primeira vez que a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas é realizada na Amazônia. Cerca de 50 mil pessoas vão participar do evento, que vai debater questões ligadas às mudanças climáticas e à preservação das florestas tropicais.
Além de líderes e governantes mundiais, o evento reúne cientistas, empresários, ambientalistas, ativistas e pessoas comuns, todos de olho na agenda climática. Além dos debates, haverá oficinas, eventos culturais, divulgação de experiências interessantes e inovações que podem ajudar mesmo a frear o aquecimento global.
Combate ao negacionismo
Na abertura da COP30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez falas muito contundentes contra o negacionismo climático. Criticou o que chamou de “obscurantistas” que rejeitam não só as evidências da ciência, mas também os progressos do multilateralismo, e atacam instituições, a ciência e as universidades.
O presidente da COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, Mukhtar Babayev, passou a presidência da conferência para o embaixador André Corrêa do Lago, que lidera a edição brasileira. Ele disse que essa COP precisa apresentar soluções.
O secretário-executivo da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Steele, também discursou. Ele abordou a importância da transição energética e destacou que o Acordo de Paris está entregando progresso real, mas que é preciso lutar por ainda mais. As autoridades presentes assistiram ainda a uma cerimônia indígena e a apresentações musicais das cantoras Fafá de Belém e da ministra da Cultura, Marganeth Menezes.
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