A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o crime organizado ouviu nesta terça-feira (25/11) membros da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo. Um dos principais objetivos da audiência foi reunir informações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A sessão foi solicitada pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira, para obter dados sobre a estrutura, a operação, o financiamento e as conexões do crime organizado no país. Um dos depoentes foi o promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, que investiga o PCC desde os anos 2000. Ele afirmou que a facção está presente em todos os estados brasileiros e em 28 países, e discordou da equiparação entre grupos criminosos locais e grandes organizações transnacionais.
Outro ponto levantado por Gakiya foi sua discordância em relação à classificação de facções criminosas como organizações terroristas, tema debatido durante a aprovação do marco legal de combate ao crime organizado. Segundo ele, falta nessas facções motivação política ou religiosa, e não haveria benefício jurídico nessa equiparação.
No período da tarde, a CPI ouve o diretor de inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada. Instalada em 4 de novembro, a comissão tem 120 dias para concluir seus trabalhos e propor melhorias na legislação.
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