Sabemos que a nossa luta é secular e vem sendo feita a partir de incontáveis mulheres. Se hoje estamos aqui e se avançamos em muitos pontos é porque tivemos mulheres que abriram caminhos, como as intelectuais e ativistas Beatriz Nascimento e Lélia González.
Contemporâneas, duas mulheres que foram fundamentais para a formação do pensamento negro feminista no país.
Lélia González se engaja profundamente na luta contra a discriminação racial ainda no final da década de 1970, quando ministra o primeiro curso sobre cultura negra no Brasil, na escola de artes visuais do Parque Lage.
Em 1978, Lélia participa ativamente da articulação para a criação do Movimento Negro Unificado (MNU). A ativista intelectual foi pioneira no pensamento negro feminista ao levar a questão de gênero para o movimento, trazendo para o centro do debate a marginalização imposta à mulher negra.
Lélia González faleceu em 1994, vítima de um infarto, deixando um importante legado para a mulher negra e a luta antirracista.
Contemporânea de Lélia González, Beatriz Nascimento também traz a necessidade do reconhecimento da experiência da mulher negra como um elemento central da agenda política.
Em 1989, o documentário Ori, escrito por ela, se torna uma obra fundamental para se pensar a questão racial no país, ao redefinir o quilombo como um espaço de memória e resistência.
Uma das precursoras do pensamento negro feminista no Brasil, Beatriz Nascimento teve a vida tragicamente interrompida em 1995, quando foi vítima de feminicídio ao defender uma amiga que sofria violência doméstica.
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