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Alerj decide nesta quinta sobre prisão do deputado Rodrigo Bacellar

Repórter Brasil Tarde

No AR em 04/12/2025 - 12:45

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decide nesta quinta-feira (04) sobre a soltura ou a manutenção da prisão do deputado Rodrigo Bacellar. Ele é o presidente da Casa Legislativa do Rio e foi detido pela Polícia Federal na quarta-feira (03). É a segunda vez que a legislação delibera sobre a libertação ou não de um presidente em exercício da instituição.

Rodrigo Bacellar foi preso preventivamente por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de obstrução de investigação da Polícia Federal. Além da prisão, o STF determinou também o afastamento imediato do parlamentar da chefia da Alerj. 

Bacellar compareceu na sede da PF na quarta pela manhã, quando foi preso. No carro dele, os agentes encontraram R$ 90 mil em espécie.

As investigações apontam que o chefe da assembleia teria agido para frustrar mandados da Justiça contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, o TH Joias. 

Segundo a PF, informações sigilosas da Operação Zargum, realizada em setembro, teriam sido compartilhadas com o então investigado. TH é apontado como aliado da facção Comando Vermelho. 

Segundo a investigação, ele teve a chance de esvaziar o imóvel e trocar de celular antes da ação da polícia. Conversas extraídas do telefone apreendido mostram que Bacellar teria sido avisado da troca de número de TH Joias e revelam que o presidente da Alerj teria orientado a retirada de objetos da residência do ex-deputado.

Em um vídeo, TH Joias conversa pelo telefone com alguém que chama de "presida" e diz que "não teria como levar embora toda a quantidade de carne congelada". 

A defesa de Rodrigo Bacellar considerou a prisão uma medida desproporcional e informou que o dinheiro apreendido não constava na decisão e nem na investigação policial.

Bacellar foi eleito deputado estadual do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2018. Em 2022, foi reeleito e escolhido como presidente da Casa Legislativa. Atualmente, está no segundo mandato na presidência da Alerj e também é investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio desde 2023 por suspeita de enriquecimento ilícito. 

Ele é o segundo presidente da Alerj a ser preso durante o exercício do cargo. Jorge Picciani foi o primeiro, preso em 2017. Outros parlamentares que foram presidentes da Alerj e também foram presos são Sérgio Cabral e Paulo Melo.

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Criado em 04/12/2025 - 16:40

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